sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Osho Zen Tarot - 53. Arcano Menor ― O Sonho (Seis de Água)


Uma coisa tem sido dita repetidas vezes no decorrer dos tempos. 
Todas as pessoas religiosas têm afirmado que: “Sozinhos nós chegamos a este mundo, e sozinhos partiremos”. 
Toda ideia que envolve estar junto é ilusória. 
A própria ideia de companheirismo aparece porque estamos sós, e o isolamento fere. Queremos neutralizar nosso isolamento com relacionamentos...
Por isso é que nos deixamos envolver tanto com o amor. 
Tente entender a questão. 
Normalmente você pensa que se apaixonou por uma mulher, ou por um homem, porque ela é bela, ou ele é belo. 
Essa não é a verdade. 
A verdade é exatamente o contrário: Você “caiu no amor” porque não consegue ficar sozinho. 
Você estava mesmo pronto para “cair”. 
De uma maneira ou de outra você iria fugir de si mesmo.
E existem pessoas que não se apaixonam por mulheres ou homens ― então se apaixonam pelo dinheiro. 
Elas passam a acumular dinheiro, ou embarcam na aventura do poder ― elas se tornam políticos. 
Isso também é fugir do próprio isolamento. 
Se você observar o Homem, se observar com profundidade a si mesmo, ficará surpreso: todas as suas atividades podem ser reduzidas a uma única origem. 
Essa origem é o medo que você tem de estar só. 
Tudo o mais são apenas desculpas. 
O motivo verdadeiro é que você se sente muito só.
Osho Take it Easy, Volume 2, Cap. 1

Comentário:
Em alguma tardezinha encantada, você irá encontrar a sua alma gêmea, a pessoa perfeita que corresponderá a todas as suas necessidades, e será a concretização de todos os seus sonhos. 
Certo? Errado! 
Essa fantasia que os cantores e os poetas gostam tanto de perpetuar tem suas raízes em memórias do útero, onde estávamos tão seguros e “unificados” com nossas mães; não é
de admirar que sejamos obcecados por retornar a essa condição durante toda a nossa vida.
Mas, falando numa linguagem crua, é um sonho infantil. 
E é surpreendente que nos apeguemos a ele com tanta teimosia, diante da realidade.
Ninguém seja o seu atual companheiro ou alguém com quem você sonha no futuro, tem a obrigação de trazer-lhe à felicidade numa bandeja ― nem poderia, ainda que quisesse. 
O amor verdadeiro não advém de tentativas de satisfazer nossas necessidades por meio da dependência com relação à outra pessoa, mas por meio do desenvolvimento da nossa riqueza interior, e do nosso amadurecimento. 
Com isso, passamos a ter tanto amor para dar, que amantes serão espontaneamente atraídos por nós.




Lucia



Este artigo em pdf encontrado na net faz referências ao site osho.com, de onde todos os textos foram extraídos na íntegra, exceto os naipes.
Imagens - askthecards.info

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Osho Zen Tarot - 52. Arcano Menor ― Apego ao Passado (Cinco de Água)


Os tempos verbais ― passado, presente e futuro ― não são noções do próprio tempo: são conceitos da mente.
Aquilo que não está mais diante da mente torna-se o passado. 
O que se encontra diante dela é o presente. 
aquilo que ainda irá apresentar-se à mente, é o futuro.
Passado é aquilo que não está mais à sua frente.
Futuro é aquilo que ainda não está diante de você.
E presente é aquilo que está na sua frente, mas está se evadindo do seu campo visual. Logo será passado... se você não criar apego ao que passou... porque apegar-se ao passado é pura estupidez. 
Ele não existe mais, de modo que você estará chorando pelo leite derramado. 
O que passou, passou!
E não crie apego ao presente, porque isso está indo embora da mesma maneira, e logo será passado. 
Não crie apego ao futuro ― esperanças, imaginação, planos para o amanhã ― porque o amanhã será transformado em hoje, será transformado em ontem. 
Tudo se transformará em passado. 
Tudo irá escapar-lhe das mãos.
Criar apego trará apenas infelicidade.
É preciso que você deixe passar. 
Osho The Great Zen Master Ta Hui, Cap. 10

Comentário:
A figura retratada nesta carta está tão preocupada em agarrar sua caixa de lembranças, que deu as costas à borbulhante taça de champanhe das oportunidades disponíveis aqui e agora. 
A nostalgia do passado realmente faz dela uma “cabeça-dura” e, além disso, um mendigo, como podemos perceber pelas suas roupas remendadas e gastas. 
É claro que não haveria necessidade de ser mendigo ― mas a pessoa não está disponível para desfrutar os prazeres que se oferecem no momento presente.
É hora de aceitar o fato de que o passado ficou para trás e de que qualquer esforço para recriá-lo é uma maneira certa de continuar preso a antigos padrões que você já teria superado, se não tivesse estado tão dedicado a apegar-se às experiências passadas. 
Tome bastante fôlego, ponha essa caixa no chão, enfeite-a com um laço bonito se for necessário, e dê-lhe um caloroso e reverente adeus. 
A vida está passando ao largo, e você está correndo o risco de tornar-se um velho fóssil antes do tempo!




Lucia



Este artigo em pdf encontrado na net faz referências ao site osho.com, de onde todos os textos foram extraídos na íntegra, exceto os naipes.
Imagens - askthecards.info

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Osho Zen Tarot - 51. Arcano Menor ― Voltando-se para Dentro (Quatro de Água)


Voltar-se para dentro não é movimentar-se, absolutamente. Ir para dentro de si não é deslocar-se.
Voltar-se para dentro simplesmente significa que você tem estado perseguindo um desejo atrás do outro, que esteve correndo cada vez mais, para chegar repetidas vezes à frustração; que cada desejo traz infelicidade, que não existe nenhum preenchimento por meio de desejos; que você nunca chega a lugar nenhum, que o contentamento é impossível. 
Percebendo a verdade de que correr atrás de desejos não leva a lugar nenhum, você acaba parando. 
Não que você faça algum esforço para parar. 
Se você fizer qualquer esforço para parar, de uma maneira sutil você ainda estará correndo atrás de alguma coisa novamente. 
Você ainda está desejando ― talvez, agora, seja a ausência de desejo o seu desejo.
Se estiver fazendo algum esforço para voltar-se para dentro, você ainda estará saindo de si mesmo. 
Qualquer esforço só poderá levá-lo para fora, em direção ao exterior.
Todas as viagens são viagens para fora ― não há viagem para dentro. 
Como você pode viajar para dentro de si mesmo? 
Você já está ali, não faz sentido ir. 
Quando o deslocar-se cessa, a viagem desaparece; quando não há mais nenhum desejo obscurecendo a sua mente, você está dentro. 
A isso é que se chama voltar-se para dentro. 
Mas não se trata absolutamente de um deslocamento, trata-se simplesmente de não sair para fora.
Osho This Very Body The Buddha, Cap. 9

Comentário:
A mulher desta figura tem no rosto um sorriso discreto. 
Na verdade, ela está apenas assistindo aos malabarismos da mente ― não os está julgando, nem tentando contê-los, tampouco está identificada ― limita-se a observá-los como se fossem o tráfego numa estrada, ou ondulações na superfície de um lago. 
E os malabarismos da mente são razoavelmente divertidos, na medida em que eles pulam para cima e para baixo, e viram para cá e para lá na tentativa de atrair a sua atenção, e de seduzi-lo para entrar no jogo. 
Desenvolver a capacidade de manter certo distanciamento da mente é uma das bênçãos maiores. 
De fato, esse é o grande objetivo da meditação ― não, ficar entoando algum mantra, nem repetindo uma afirmação, mas ficar simplesmente observando, como se a mente pertencesse a alguma outra pessoa. 
A essa altura, você está pronto para ter esse distanciamento, e assistir à exibição sem se envolver no drama. 
Permita-se a liberdade singela de “Voltar-se Para Dentro” sempre que puder, e a aptidão para a meditação crescerá e se aprofundará em você.




Lucia



Este artigo em pdf encontrado na net faz referências ao site osho.com, de onde todos os textos foram extraídos na íntegra, exceto os naipes.
Imagens - askthecards.info

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Osho Zen Tarot - 50. Arcano Menor ― Celebração (Três de Água)



A vida é um momento para ser celebrado, desfrutado. 
Torne-a divertida, uma celebração, e então você entrará no Templo. 
Esse templo não é para os tristes e desanimados, nunca foi para eles. 
Olhe para a vida: você vê tristeza em alguma parte? 
Você já viu uma árvore deprimida? 
Você já encontrou um pássaro movido por ansiedade? 
Já viu um animal neurótico? Não, a vida não é assim, absolutamente. 
Só o homem é que seguiu um caminho errado, se desviou em algum lugar, porque ele se considera muito sábio, muito esperto.
Sua esperteza é o seu mal. 
Não seja sábio demais.
Lembre-se sempre de parar; não vá a extremos. 
Um pouco de tolice e um pouco de sabedoria fazem bem, e a combinação certa faz de você um Buda...
Osho I Celebrate Myself, Cap. 4

Comentário:
Estas três mulheres dançando ao vento e na chuva, nos fazem lembrar de que uma celebração nunca precisa ficar na dependência de circunstâncias exteriores. 
Não é preciso esperar por um feriado especial ou por uma ocasião formal, nem por um dia de sol sem nuvens. 
A verdadeira celebração nasce de uma alegria que primeiro é experienciada profundamente dentro do seu ser, e que se derrama num transbordamento de canto e dança, de riso, e até mesmo de lágrimas de gratidão.
Quando você tira esta carta, é um sinal de que está se tornando cada vez mais disponível e aberto às muitas oportunidades que existem para celebrar na vida e contagiar outras pessoas. 
Não se preocupe em programar uma festa na sua agenda. 
Deixe o cabelo ao natural, tire os sapatos, e comece a pular nas poças d’água agora mesmo.  
A festa está acontecendo à sua volta, a cada momento!




Lucia



Este artigo em pdf encontrado na net faz referências ao site osho.com, de onde todos os textos foram extraídos na íntegra, exceto os naipes.
Imagens - askthecards.info

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Osho Zen Tarot - 49. Arcano Menor ― Amistosidade (Dois de Água)


Primeiro dedique-se à meditação, atinja a bemaventurança, e então muito amor se manifestará de maneira espontânea. 
Nessa condição, é belo estar com os outros e belo também é estar sozinho. 
É simples também. 
Você não depende dos outros e também não torna os outros dependentes de você. 
O que existe é sempre amizade, amistosidade. 
A coisa nunca se transforma numa relação; continua sendo uma afinidade.
Você convive, mas não cria um casamento. 
O casamento nasce do medo, a afinidade nasce do amor. 
Você estabelece um relacionamento; enquanto as coisas andarem bem, você compartilha. Se você percebe que é chegado o momento de partir porque os caminhos se separam numa encruzilhada, você diz adeus com uma enorme gratidão por tudo que o outro foi para você, por todas as alegrias, todos os prazeres, e por todos os belos momentos compartilhados juntos. 
Sem nenhum sofrimento, sem nenhuma dor, você simplesmente se afasta.
Osho The White Lotus, Cap. 10

Comentário:
Os ramos destas duas árvores floridas estão entrelaçados, e as suas pétalas caídas misturam-se no chão, com suas belas cores. 
É como se o céu e a terra estivessem interligados pelo amor. 
As árvores se erguem individualmente, cada qual enraizadas no solo, em sua própria conexão com a terra. 
Desse ponto de vista, simbolizam a essência dos verdadeiros amigos, maduros, cooperativos entre si, espontâneos. 
Não existe nenhuma ansiedade na ligação entre eles, nenhuma carência, nenhuma vontade de transformar o outro em alguma coisa diferente.
Esta carta indica uma prontidão para entrar nesta qualidade de amistosidade.
Ao fazê-lo, você poderá notar que não está mais interessado nos diferentes tipos de dramas e romances em que as outras pessoas estão empenhadas. 
Não se trata de uma perda. 
É o surgimento de uma disposição de espírito mais elevada, mais carregada de amor, nascida de uma sensação de vivenciamento pleno. 
É o surgimento de um amor verdadeiramente incondicional, sem expectativas ou exigências.




Lucia



Este artigo em pdf encontrado na net faz referências ao site osho.com, de onde todos os textos foram extraídos na íntegra, exceto os naipes.
Imagens - askthecards.info
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Selos