sexta-feira, 27 de abril de 2018

Osho Zen Tarot - 35. Arcano Menor ― Abundância (Rei do Arco-íris)


No Oriente, as pessoas condenaram o corpo, condenaram a matéria, chamaram-na de “ilusória”, de maya: coisa que de fato não existe, apenas parece existir; coisa feita da mesma substância dos sonhos. 
As pessoas renegaram o mundo, e esta é a razão pela qual o Oriente permaneceu pobre, doente, faminto. 
Metade da humanidade tem vivido aceitando o mundo interior, mas negando o mundo exterior. 
A outra metade tem aceitado o mundo material, e negado o mundo interior. 
Ambas são metades, e homem nenhum que seja uma metade pode estar satisfeito.
É necessário ser inteiro: rico no corpo, rico em ciência; rico em meditação, rico em consciência.
No meu modo de ver, apenas a pessoa inteira é uma pessoa sagrada. 
Eu quero que se misturem Zorba e Buda. 
Zorba sozinho é vazio. 
Sua dança não tem significação eterna, é prazer momentâneo. 
Logo ele se cansará dela. 
menos que você disponha de fontes inesgotáveis que lhe venham do próprio cosmos... a menos que você se torne existencial, não poderá tornar-se inteiro.
Esta é a minha contribuição para a humanidade: a pessoa inteira.
Osho Communism and Zen Fire, Zen Wind, Cap. 2

Comentário:
Este tipo dionisíaco é o próprio retrato de um homem inteiro, um “Zorba e Buda” que pode beber vinho, dançar na praia, cantar na chuva, e ao mesmo tempo desfrutar as profundezas da compreensão e do conhecimento próprios do sábio. 
Em uma das mãos ele segura uma flor de lótus, demonstrando que respeita e contém em si mesmo a graça do feminino. 
O peito exposto (um coração aberto) e a barriga relaxada mostram que ele está à vontade com a sua masculinidade também, inteiramente pleno de si. 
Os quatro elementos; terra, fogo, água e céu, confluem no Rei do Arco-Íris, que está sentado sobre o livro da sabedoria da vida.
Se você é mulher, o Rei do Arco-Íris traz para a sua vida o apoio de suas energias masculinas, uma união com a alma gêmea interior. 
Para um homem, esta carta representa uma oportunidade para romper com os estereótipos
masculinos convencionais, permitindo que transpareça a plenitude do ser humano integral.



Lucia



Este artigo em pdf encontrado na net faz referências ao site osho.com, de onde todos os textos foram extraídos na íntegra, exceto os naipes.
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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Osho Zen Tarot - 34. Arcano Menor ― A Mente (Valete das Nuvens)


Esta é a situação da sua cabeça: vejo ali guidões de bicicleta, pedais e coisas estranhas que você foi juntando de toda parte. 
Uma cabeça tão pequena... e sem espaço para se viver nela!
E esse material inútil fica revolvendo-se em sua cabeça; sua cabeça fica girando e tramando ― e isso mantém você ocupado. 
Imagine só que tipos de pensamentos vão passando pela sua mente...
Qualquer dia, simplesmente sente-se, feche os olhos, e coloque no papel, durante meia hora, o que quer que passe pela sua mente. 
Você compreenderá o que estou querendo dizer, e ficará surpreso com o que transita no interior da sua mente. 
Isso tudo vai ficando nos bastidores, fica ali o tempo todo, e acaba envolvendo-o, como uma nuvem. 
Devido a essa nuvem, você não consegue distinguir a realidade, não consegue chegar à percepção espiritual. 
É preciso desfazer-se dela. 
E apenas com a sua decisão de descartá-la é que ela irá desaparecer. 
Você está apegado a ela ― a nuvem mesma não tem o menor interesse em você, lembre-se disso.
Osho The Sun Rises in the Evening, Cap. 9

Comentário:
Isto é o que acontece quando nos esquecemos de que a mente foi feita para servir, e começamos a permitir que ela dirija a nossa vida. 
A cabeça está cheia de mecanismos, a boca não pára de censurar, e toda a atmosfera em
volta fica poluída por essa fábrica de argumentos e de opiniões.
“Mas, espere aí!”, você talvez diga. 
“A mente é o que nos torna humanos, é a fonte de todo progresso, de todas as grandes verdades!” 
Se você acredita nisso, faça uma experiência: entre no seu quarto, feche a porta, ligue um
gravador, e passe a falar sem restrições o que quer que lhe venha “à mente”.
Se de fato você deixar que saia tudo, sem nenhuma censura ou retificação, ficará espantado de ver a quantidade de tolices que você dirá.
O Valete das Nuvens está lhe dizendo que alguém, em algum lugar, está preso em uma “viagem da cabeça”. 
Dê uma olhada, e assegure-se de que não é você.


Lucia



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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Osho Zen Tarot - 33. Arcano Menor ― A Luta (Cavaleiro das Nuvens)


Num momento estava lá, no momento seguinte desapareceu. 
Em determinado momento, estamos aqui, e em outro momento já passamos. 
E por este simples momento, quanta confusão nós armamos ― quanta violência, ambição, luta, conflito, raiva, ódio.
Apenas por um momento tão breve! 
Estamos tão somente aguardando o trem na sala de espera de uma estação, e criando tanta confusão! 
Brigando, machucando-nos uns aos outros, tentando possuir, tentando comandar, tentando dominar ― quanta política! 
Então, o trem chega, e você se foi para sempre.
Osho Take it Easy, Volume 1, Cap. 13

Comentário:
A figura desta carta apresenta-se completamente coberta por uma armadura. 
Apenas se vê o seu olhar de cólera, e o branco dos nós das mãos fechadas. 
Olhando a armadura mais de perto, você pode ver que ela está coberta de botões, prontos para detonar se alguém apenas roçar neles. 
No plano de fundo aparece a sombria sequencia das imagens que passam pela mente desse homem ― duas figuras lutando por um castelo. 
Um temperamento explosivo ou a raiva reprimida, escondem com frequência um profundo sentimento de dor. 
Nós achamos que, espantando os outros para longe, poderemos evitar ser machucados ainda mais. 
Na verdade, acontece exatamente o inverso. 
Ao cobrir nossas feridas com a armadura, estamos impedindo que elas sejam curadas. 
Ao agredir os outros, impedimos a nós mesmos de receber o amor e o alimento afetivo de que precisamos. 
Se esta descrição parece corresponder ao seu caso, então está na hora de parar de brigar. Existe muito amor à sua disposição, basta deixá-lo entrar!
Comece por perdoar a si mesmo: você merece.




Lucia



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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Osho Zen Tarot - 32. Arcano Menor ― Moralidade (Rainha das Nuvens)


Bodhidharma... transcende em muito os moralistas, os puritanos, as assim chamadas “boas pessoas”, os “fazedores do bem”. 
Ele chegou à verdadeira raiz do problema. 
A menos que a consciência desperte em você, toda a sua moralidade é falsa, toda a sua cultura é apenas uma camada muito fina que pode ser destruída por qualquer um. 
Mas, uma vez que a sua moralidade seja fruto da sua consciência, não de uma certa disciplina, então, é coisa inteiramente diferente. 
Nessa condição, você responderá a cada situação a partir da sua consciência. 
E o que quer que você faça será bom.
A consciência não é capaz de fazer nada que seja ruim. 
Esta é a beleza suprema da consciência: qualquer coisa que surja dela é simplesmente bela, simplesmente correta, e isso sem nenhum esforço, sem nenhum treinamento. 
Assim, em vez de podar folhas e galhos, corte a raiz. 
E para cortar a raiz, não existe caminho alternativo além de um único método: o método de manter-se alerta, de estar percebendo o que acontece, de estar consciente.
Osho Bodhidharma, The Greatest Zen Master, Cap. 15

Comentário:
A moralidade tem restringido aos estreitos limites da mente dessa mulher, toda a seiva e a energia da vida. 
Nesse confinamento, a moralidade não pode fluir, e com isso transformou-se numa “velha ameixa seca”. 
Seu comportamento como um todo é muito “conveniente”, inflexível e severo, e ela está sempre pronta para ver cada situação apenas em branco e preto, como a joia que a figura traz em volta do pescoço. 
A Rainha das Nuvens vive oculta na mente de todos nós que fomos criados com rígidos padrões a respeito do que é bom e do que é mau, de pecado e virtude, do que é aceitável e não aceitável, moral e imoral. 
É importante lembrar que todos esses julgamentos da mente são apenas produtos do nosso condicionamento. 
E nossos julgamentos, quer aplicados a nós mesmos ou aos outros, impedem-nos de experienciar a beleza e a natureza divina que habita dentro das pessoas. 
Apenas quando rompemos a prisão do nosso condicionamento e alcançamos a verdade dos nossos próprios corações, é que podemos começar a enxergar a vida como ela realmente é.




Lucia



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