sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Osho Zen Tarot - 70. Arcano Menor ― Orientação (Três de Arco-íris)


Você sente necessidade de procurar orientação, porque não sabe que o seu guia interior está escondido dentro de você. 
É necessário encontrar esse guia interior, que eu chamo de “a sua testemunha”. 
Chamo também de “o seu dharma”, seu Buda intrínseco. 
É preciso acordar esse Buda, e a sua vida será banhada de bênçãos, de graças. 
Sua vida tornar-se-á radiante de bem, de divindade, muito mais do que você seria capaz de
imaginar. 
É quase como luz. Se o seu quarto está escuro, basta trazer luz. 
Até uma pequena vela servirá: toda a escuridão desaparece. 
Tendo uma vela, você saberá onde fica a porta. 
Não precisará pensar: 
“Onde está a porta?”. 
Só quem é cego pergunta onde está a porta. 
Gente que tem olhos e dispõe de luz nem pensa nisso. 
Alguma vez você já se perguntou onde fica a porta...!? 
Você simplesmente levanta e sai. 
Não dedica um pensamento sequer a semelhante questão. 
Nem começa a tatear procurando a porta, ou a bater a cabeça contra a parede. 
Você simplesmente vê, e não existe nem mesmo um lampejo de pensamento: você simplesmente sai.
Osho God is Dead: Now Zen is the Only Living Truth, Cap. 7

Comentário:
A figura angelical que aparece nesta carta, com asas coloridas como o arco-íris, representa o guia que cada um de nós traz dentro de si. 
Como acontece com a segunda figura, no plano de fundo, algumas vezes nós podemos relutar em confiar nesse guia quando ele se manifesta, porque estamos acostumados a receber nossos “sinais” mais do mundo exterior do que de dentro de nós mesmos.
A verdade do seu próprio ser mais profundo está tentando mostrar-lhe o caminho a seguir neste exato momento, e, quando esta carta aparece, significa que você pode confiar na orientação interior que lhe está sendo dada. 
Esta orientação vem por meio de sussurros, e algumas vezes podemos hesitar, sem saber se compreendemos corretamente. 
As indicações, porém, são claras: seguindo o seu guia interior você se sentirá mais pleno, mais integrado, como se estivesse se movimentando a partir do centro do seu próprio ser. 
Se você a acompanhar, essa célula de luz o conduzirá exatamente para onde você precisa ir.




Lucia



Este artigo em pdf encontrado na net faz referências ao site osho.com, de onde todos os textos foram extraídos na íntegra, exceto os naipes.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Osho Zen Tarot - 69. Arcano Menor ― Momento a Momento (Dois de Arco-íris)


O passado já se foi e o futuro ainda não chegou: ambos estão se movimentando desnecessariamente em direções que não existem. 
Um existia, mas não existe mais, e o outro nem sequer começou a existir ainda. 
A pessoa equilibrada é a que vive momento a momento, cuja atenção está voltada para o momento presente, que sempre está aqui e agora. 
Onde quer que ela se encontre, toda a sua consciência, todo o seu ser está envolvido na realidade do aqui e na realidade do agora.
Essa é a única direção certa. 
Só um homem assim está habilitado a adentrar o portal dourado.
O momento presente é o portal dourado. 
O aqui agora é o portal dourado.
... E você só consegue estar no momento presente se não for ambicioso ― nenhuma meta a realizar, nenhuma pretensão de poder, de dinheiro, de prestígio, ou mesmo de iluminação, porque toda ambição coloca você no futuro. 
Apenas um homem não ambicioso é capaz de permanecer no momento presente.
Um homem que queira estar no momento presente não tem que pensar; precisa apenas ver e adentrar o portal. 
A experiência virá, mas não precisa ser premeditada.
Osho The Great Zen Master Ta Hui, Cap. 37

Comentário:
À medida que o personagem desta carta vai andando de pedra em pedra, ele vai pisando com leveza e sem seriedade e, ao mesmo tempo, com absoluto equilíbrio e atenção. 
Por detrás das águas que ondulam sempre cambiantes, podemos ver silhuetas de arranha-céus ― parece que existe uma cidade ao fundo. 
O homem participa da praça do mercado, mas ao mesmo tempo, mantém-se fora dela, preservando o seu equilíbrio e sendo capaz de observá-la do alto.
Esta carta nos desafia a nos afastarmos de nossas preocupações com outros lugares e outros tempos, e a permanecer atentos ao que está acontecendo aqui e agora. 
A vida é um grande oceano no qual você pode se divertir, se se desfizer de todos os julgamentos, de suas preferências e do apego aos detalhes dos seus planos de longo prazo. 
Esteja disponível para o que vier ao seu encontro, da forma como vier. 
E não se preocupe se tropeçar ou cair: levante-se, sacuda a poeira, dê uma boa gargalhada, e vá em frente.




Lucia



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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Osho Zen Tarot - 68. Arcano Menor ― Consciência (Ás de Nuvens)



Nós viemos do desconhecido, e avançamos para o desconhecido. 
Nós ainda voltaremos. 
Já estivemos por aqui milhares de vezes, e voltaremos milhares de vezes. 
O nosso ser essencial é imortal, mas nosso corpo, a nossa corporificação, é mortal. 
As molduras em que nos colocamos, nossas casas, o corpo, a mente, são feitas de coisas materiais. 
Essas coisas perderão a força, ficarão velhas, elas morrerão. 
A sua consciência, porém, para a qual Bodhidharma usa a palavra “nãomente” ― o Buda Gautama também usou essa palavra, “não-mente” ― é algo que está além do corpo e da
mente, algo que está além de tudo; essa “não-mente” é eterna.  
Ela adquire uma expressão física, e torna a mergulhar depois no desconhecido. 
Esse movimento, do desconhecido para o conhecido e do conhecido para o desconhecido, continua por toda a eternidade, a menos que a pessoa se torne iluminada. 
Quando isso acontecer, essa será a sua última vida: essa flor não voltará mais. 
A flor que se torna consciente de si mesma não precisa mais voltar à vida, porque a vida nada mais é do que uma escola aonde se vem para aprender. 
É alguém que aprendeu a lição e encontra-se agora acima das ilusões. 
Pela primeira vez, você não irá mais se deslocar do conhecido para o desconhecido, mas para o incognoscível.
Osho Bodhidharma, the Greatest Zen Master, Cap. 5

Comentário:
A maioria das cartas deste naipe da mente ou é cômica ou é conturbada, porque a influência da mente na nossa vida é geralmente ridícula ou opressiva. 
Esta carta da Consciência, porém, apresenta uma imagem enorme do Buda. 
Ele é tão expansivo, que vai até além das estrelas, e o que existe acima da sua cabeça é o vazio puro.
Esse Buda representa a consciência que está ao alcance de todos os que se tornam mestres da sua própria mente, e que são capazes de utilizá-la como o instrumento que ela foi feita para ser.
Quando você escolhe esta carta, isso significa que agora já há uma luz cristalina disponível, independente, enraizada na tranquilidade profunda que existe no âmago do seu ser. 
Já não há a vontade de entender as coisas sob a perspectiva da mente ― a compreensão que você tem agora é existencial, inteira, em consonância com o próprio pulsar da vida. Aceite essa dádiva enorme, e compartilhe.



Lucia



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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Osho Zen Tarot - 67. Arcano Menor ― Renascimento (Dez de Nuvens)


Segundo o Zen, você vem de lugar nenhum, e vai para lugar nenhum. 
Você existe apenas agora, aqui: não vindo, nem indo. 
As coisas todas vão passando por você; a sua consciência reflete o que passa, mas ela
mesma não se identifica com isso.
Quando um leão ruge diante de um espelho, você pensa que o espelho também ruge? 
Ou quando o leão se afasta e aparece uma criança dançando, o espelho, esquecendo completamente o leão, passa a dançar com a criança ― você acredita que o espelho realmente dance com a criança?
O espelho não faz nada, ele apenas reflete. 
A sua consciência é apenas um espelho.
Você nem vem, nem vai. 
As coisas vêm e vão.
Você se torna um jovem, você fica velho; você está vivo, você está morto.
Todas essas situações são apenas reflexos num lago eterno de consciência.
Osho Osho Live Zen, Volume, 2, Cap. 16

Comentário:
Esta carta representa a evolução dos graus de consciência do modo como é descrita por Friedrich Nietzsche, em seu livro “Assim Falou Zarathustra”. 
Ele fala dos três níveis: Camelo, Leão e Criança. 
O camelo é sonolento, entediado, satisfeito consigo mesmo. 
Vive iludido julgando-se o cume de uma montanha, mas, na verdade, preocupa-se tanto com a opinião dos outros que quase não tem energia própria. 
Emergindo do camelo, aparece o leão. 
Quando nos damos conta de que temos estado abrindo mão da oportunidade de viver
realmente a vida, passamos a dizer “não” às demandas dos outros. 
Nós nos apartamos da multidão, solitários e orgulhosos, rugindo a nossa verdade. 
A coisa, porém, não acaba por aí. 
Finalmente, emerge a criança, nem submissa nem rebelde, mas inocente e espontânea, fiel ao seu próprio ser.
Qualquer que seja a posição em que você se encontre neste momento ― sonolento e abatido, ou desafiador e rebelde ― tenha consciência de que isso evoluirá para alguma coisa nova, se você permitir. 
Este é um tempo de crescimento e mudança.




Lucia



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