sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Osho Zen Tarot - 70. Arcano Menor ― Orientação (Três de Arco-íris)


Você sente necessidade de procurar orientação, porque não sabe que o seu guia interior está escondido dentro de você. 
É necessário encontrar esse guia interior, que eu chamo de “a sua testemunha”. 
Chamo também de “o seu dharma”, seu Buda intrínseco. 
É preciso acordar esse Buda, e a sua vida será banhada de bênçãos, de graças. 
Sua vida tornar-se-á radiante de bem, de divindade, muito mais do que você seria capaz de
imaginar. 
É quase como luz. Se o seu quarto está escuro, basta trazer luz. 
Até uma pequena vela servirá: toda a escuridão desaparece. 
Tendo uma vela, você saberá onde fica a porta. 
Não precisará pensar: 
“Onde está a porta?”. 
Só quem é cego pergunta onde está a porta. 
Gente que tem olhos e dispõe de luz nem pensa nisso. 
Alguma vez você já se perguntou onde fica a porta...!? 
Você simplesmente levanta e sai. 
Não dedica um pensamento sequer a semelhante questão. 
Nem começa a tatear procurando a porta, ou a bater a cabeça contra a parede. 
Você simplesmente vê, e não existe nem mesmo um lampejo de pensamento: você simplesmente sai.
Osho God is Dead: Now Zen is the Only Living Truth, Cap. 7

Comentário:
A figura angelical que aparece nesta carta, com asas coloridas como o arco-íris, representa o guia que cada um de nós traz dentro de si. 
Como acontece com a segunda figura, no plano de fundo, algumas vezes nós podemos relutar em confiar nesse guia quando ele se manifesta, porque estamos acostumados a receber nossos “sinais” mais do mundo exterior do que de dentro de nós mesmos.
A verdade do seu próprio ser mais profundo está tentando mostrar-lhe o caminho a seguir neste exato momento, e, quando esta carta aparece, significa que você pode confiar na orientação interior que lhe está sendo dada. 
Esta orientação vem por meio de sussurros, e algumas vezes podemos hesitar, sem saber se compreendemos corretamente. 
As indicações, porém, são claras: seguindo o seu guia interior você se sentirá mais pleno, mais integrado, como se estivesse se movimentando a partir do centro do seu próprio ser. 
Se você a acompanhar, essa célula de luz o conduzirá exatamente para onde você precisa ir.




Lucia



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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Osho Zen Tarot - 69. Arcano Menor ― Momento a Momento (Dois de Arco-íris)


O passado já se foi e o futuro ainda não chegou: ambos estão se movimentando desnecessariamente em direções que não existem. 
Um existia, mas não existe mais, e o outro nem sequer começou a existir ainda. 
A pessoa equilibrada é a que vive momento a momento, cuja atenção está voltada para o momento presente, que sempre está aqui e agora. 
Onde quer que ela se encontre, toda a sua consciência, todo o seu ser está envolvido na realidade do aqui e na realidade do agora.
Essa é a única direção certa. 
Só um homem assim está habilitado a adentrar o portal dourado.
O momento presente é o portal dourado. 
O aqui agora é o portal dourado.
... E você só consegue estar no momento presente se não for ambicioso ― nenhuma meta a realizar, nenhuma pretensão de poder, de dinheiro, de prestígio, ou mesmo de iluminação, porque toda ambição coloca você no futuro. 
Apenas um homem não ambicioso é capaz de permanecer no momento presente.
Um homem que queira estar no momento presente não tem que pensar; precisa apenas ver e adentrar o portal. 
A experiência virá, mas não precisa ser premeditada.
Osho The Great Zen Master Ta Hui, Cap. 37

Comentário:
À medida que o personagem desta carta vai andando de pedra em pedra, ele vai pisando com leveza e sem seriedade e, ao mesmo tempo, com absoluto equilíbrio e atenção. 
Por detrás das águas que ondulam sempre cambiantes, podemos ver silhuetas de arranha-céus ― parece que existe uma cidade ao fundo. 
O homem participa da praça do mercado, mas ao mesmo tempo, mantém-se fora dela, preservando o seu equilíbrio e sendo capaz de observá-la do alto.
Esta carta nos desafia a nos afastarmos de nossas preocupações com outros lugares e outros tempos, e a permanecer atentos ao que está acontecendo aqui e agora. 
A vida é um grande oceano no qual você pode se divertir, se se desfizer de todos os julgamentos, de suas preferências e do apego aos detalhes dos seus planos de longo prazo. 
Esteja disponível para o que vier ao seu encontro, da forma como vier. 
E não se preocupe se tropeçar ou cair: levante-se, sacuda a poeira, dê uma boa gargalhada, e vá em frente.




Lucia



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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Osho Zen Tarot - 68. Arcano Menor ― Consciência (Ás de Nuvens)



Nós viemos do desconhecido, e avançamos para o desconhecido. 
Nós ainda voltaremos. 
Já estivemos por aqui milhares de vezes, e voltaremos milhares de vezes. 
O nosso ser essencial é imortal, mas nosso corpo, a nossa corporificação, é mortal. 
As molduras em que nos colocamos, nossas casas, o corpo, a mente, são feitas de coisas materiais. 
Essas coisas perderão a força, ficarão velhas, elas morrerão. 
A sua consciência, porém, para a qual Bodhidharma usa a palavra “nãomente” ― o Buda Gautama também usou essa palavra, “não-mente” ― é algo que está além do corpo e da
mente, algo que está além de tudo; essa “não-mente” é eterna.  
Ela adquire uma expressão física, e torna a mergulhar depois no desconhecido. 
Esse movimento, do desconhecido para o conhecido e do conhecido para o desconhecido, continua por toda a eternidade, a menos que a pessoa se torne iluminada. 
Quando isso acontecer, essa será a sua última vida: essa flor não voltará mais. 
A flor que se torna consciente de si mesma não precisa mais voltar à vida, porque a vida nada mais é do que uma escola aonde se vem para aprender. 
É alguém que aprendeu a lição e encontra-se agora acima das ilusões. 
Pela primeira vez, você não irá mais se deslocar do conhecido para o desconhecido, mas para o incognoscível.
Osho Bodhidharma, the Greatest Zen Master, Cap. 5

Comentário:
A maioria das cartas deste naipe da mente ou é cômica ou é conturbada, porque a influência da mente na nossa vida é geralmente ridícula ou opressiva. 
Esta carta da Consciência, porém, apresenta uma imagem enorme do Buda. 
Ele é tão expansivo, que vai até além das estrelas, e o que existe acima da sua cabeça é o vazio puro.
Esse Buda representa a consciência que está ao alcance de todos os que se tornam mestres da sua própria mente, e que são capazes de utilizá-la como o instrumento que ela foi feita para ser.
Quando você escolhe esta carta, isso significa que agora já há uma luz cristalina disponível, independente, enraizada na tranquilidade profunda que existe no âmago do seu ser. 
Já não há a vontade de entender as coisas sob a perspectiva da mente ― a compreensão que você tem agora é existencial, inteira, em consonância com o próprio pulsar da vida. Aceite essa dádiva enorme, e compartilhe.



Lucia



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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Osho Zen Tarot - 67. Arcano Menor ― Renascimento (Dez de Nuvens)


Segundo o Zen, você vem de lugar nenhum, e vai para lugar nenhum. 
Você existe apenas agora, aqui: não vindo, nem indo. 
As coisas todas vão passando por você; a sua consciência reflete o que passa, mas ela
mesma não se identifica com isso.
Quando um leão ruge diante de um espelho, você pensa que o espelho também ruge? 
Ou quando o leão se afasta e aparece uma criança dançando, o espelho, esquecendo completamente o leão, passa a dançar com a criança ― você acredita que o espelho realmente dance com a criança?
O espelho não faz nada, ele apenas reflete. 
A sua consciência é apenas um espelho.
Você nem vem, nem vai. 
As coisas vêm e vão.
Você se torna um jovem, você fica velho; você está vivo, você está morto.
Todas essas situações são apenas reflexos num lago eterno de consciência.
Osho Osho Live Zen, Volume, 2, Cap. 16

Comentário:
Esta carta representa a evolução dos graus de consciência do modo como é descrita por Friedrich Nietzsche, em seu livro “Assim Falou Zarathustra”. 
Ele fala dos três níveis: Camelo, Leão e Criança. 
O camelo é sonolento, entediado, satisfeito consigo mesmo. 
Vive iludido julgando-se o cume de uma montanha, mas, na verdade, preocupa-se tanto com a opinião dos outros que quase não tem energia própria. 
Emergindo do camelo, aparece o leão. 
Quando nos damos conta de que temos estado abrindo mão da oportunidade de viver
realmente a vida, passamos a dizer “não” às demandas dos outros. 
Nós nos apartamos da multidão, solitários e orgulhosos, rugindo a nossa verdade. 
A coisa, porém, não acaba por aí. 
Finalmente, emerge a criança, nem submissa nem rebelde, mas inocente e espontânea, fiel ao seu próprio ser.
Qualquer que seja a posição em que você se encontre neste momento ― sonolento e abatido, ou desafiador e rebelde ― tenha consciência de que isso evoluirá para alguma coisa nova, se você permitir. 
Este é um tempo de crescimento e mudança.




Lucia



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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Osho Zen Tarot - 66. Arcano Menor ― Sofrimento (Nove de Nuvens)


Esta dor que o aflige não deve deixá-lo triste, lembre-se disso. 
É este o ponto que as pessoas continuam a não compreender... 
Esta dor é apenas para deixá-lo mais alerta ― porque as pessoas só ficam atentas quando a seta vai fundo no seu coração e as fere. 
De outra maneira, não despertam. 
Quando a vida é fácil, confortável, conveniente, quem se preocupa? 
Quem se dá ao trabalho de ficar alerta? 
Quando morre um amigo, apresenta-se uma possibilidade. 
Quando a sua mulher o abandona ― naquelas noites escuras, você sente solidão. 
Você amou tanto aquela mulher e arriscou tudo por ela e, então, de repente, um dia, ela
vai-se embora. 
Chorando na sua solidão... essas são as ocasiões em que, sabendo aproveitá-las, você poderá tornar-se consciente. 
A seta está ferindo: então é possível usá-la. 
A dor não existe para fazê-lo infeliz: ela está aí para torná-lo mais consciente! 
E quando você se torna consciente, a infelicidade desaparece.
Osho Take it Easy, Volume 2, Cap. 12

Comentário:
Esta figura é de Ananda, primo e discípulo do Buda Gautama. 
Ele esteve ao lado do Buda constantemente, cuidando de cada necessidade dele por quarenta e dois anos. 
Quando Buda morreu, conta-se que Ananda estava ainda a seu lado, chorando. 
Os outros discípulos repreenderam-no por ele não estar entendendo: Buda havia morrido completamente realizado; Ananda deveria estar celebrando! 
Mas Ananda respondeu: “Vocês é que não estão compreendendo. 
Não estou chorando por ele, mas por mim mesmo, porque ao longo desses anos todos eu estive constantemente ao seu lado, e mesmo assim não consegui atingir”. 
Ananda ficou acordado a noite inteira, meditando profundamente e sentindo sua dor, sua tristeza. 
Diz a história que, quando o dia amanheceu, ele estava iluminado.
Tempos de grande sofrimento trazem em si, potencialmente, tempos de grande transformação. 
Para que a transformação aconteça, porém, precisamos ir fundo às raízes da nossa dor, vivenciando a dor exatamente como ela é, sem culpa e sem autopiedade.



Lucia



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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Osho Zen Tarot - 65. Arcano Menor ― Culpa (Oito de Nuvens)


Este momento!... 
O aqui agora... fica esquecido quando você começa a pensar em termos de conquistar
alguma coisa. 
Quando a mente realizadora se manifesta, você perde contato com o paraíso em que está.
Esta é uma das abordagens mais liberadoras: ela o liberta imediatamente!
Esqueça tudo a respeito do pecado e da santidade ― ambas são ideias estúpidas. 
Juntas, destruíram todas as alegrias da humanidade. 
O pecador se sente culpado, e com isso sua alegria fica perdida.
Como é possível apreciar a vida se você está sempre se sentindo culpado? 
Se o tempo todo você fica indo à igreja para confessar que fez isto e aquilo errado? 
Errado, errado, errado... a sua vida inteira parece ser feita de pecados. 
Como viver com alegria? 
Fica impossível sentir prazer na vida. 
Você se torna pesado, carregado. 
A culpa instala-se no seu peito como uma pedra ― ela o esmaga; não permite que você dance. 
Como seria possível dançar? 
Como a culpa pode dançar? 
Como a culpa pode cantar? 
Como a culpa pode amar? 
Como a culpa pode viver? 
Assim, quem pensa que está fazendo coisas erradas sente-se culpado, pesado, um morto antes da hora ― já está dentro do túmulo.
Osho Take it Easy, Volume 1, Cap. 3

Comentário:
A culpa é uma das emoções mais destrutivas em que podemos nos deixar aprisionar. 
Se tivermos agido mal com alguém, ou procedido contrariamente à nossa própria verdade, naturalmente nos sentiremos mal. 
Mas permitir que fiquemos sobrecarregados de culpa é fazer um convite à enxaqueca.
Acabaremos envolvidos por nuvens perturbadoras de dúvidas a nosso próprio respeito, e por sentimentos de desvalor, a ponto de não conseguirmos enxergar as belezas e alegrias que a vida está tentando nos oferecer.
Todo mundo anseia por ser uma pessoa melhor ― mais amorosa, mais consciente, mais sincera consigo mesmo. 
Quando, porém, nos punimos por nossas falhas, sentindo-nos culpados, podemos cair prisioneiros de um ciclo de desespero e desesperança que nos tira toda a clareza de visão a nosso próprio respeito e a respeito das situações que encontramos pela frente. 
Você é absolutamente bom do jeito que é, e é absolutamente natural errar o caminho de vez em quando. 
Apenas aprenda com a experiência; siga em frente e aproveite a lição para não cometer o mesmo erro outra vez.




Lucia



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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Osho Zen Tarot - 64. Arcano Menor ― Política (Sete de Nuvens)


Qualquer um que seja capaz de fingir com convicção, que consiga ser hipócrita, se tornará seu líder político, se tornará seu sacerdote religiosamente. 
Tudo que ele precisa é de hipocrisia, tudo o que ele precisa é de dissimulação, tudo que ele precisa é de uma “fachada” para se esconder por trás. 
Os seus políticos vivem vidas duplas, os seus sacerdotes levam vida dupla ― uma pela
porta da frente, a outra pela porta dos fundos. 
E aquela vivida pela porta dos fundos é a vida real deles.
Aqueles sorrisos pela porta da frente são pura falsidade, aquelas caras tão inocentes são puramente cultivadas.
Se você quiser ver a realidade do político, precisará olhá-lo pela porta dos fundos. 
Deste ângulo ele aparece na sua nudez, do jeito como ele é; e para o sacerdote a coisa é assim também. 
Esses dois tipos de pessoas dissimuladas têm dominado a humanidade. 
Muito cedo eles descobriram que, se você quer dominar a humanidade, deve torná-la fraca, fazê-la sentir-se culpada, não merecedora. 
Destrua a sua dignidade, tire-lhe toda a glória, humilhe-a. 
E encontraram maneiras tão sutis de humilhar, que eles nem aparecem “na foto”; você mesmo fica encarregado de se humilhar, de se destruir. 
Eles lhe ensinaram uma forma de suicídio lento.
Osho The White Lotus, Cap. 10

Comentário:
Você reconhece este homem? 
Com exceção dos mais inocentes e sinceros de nós, todos temos um político de tocaia em algum lugar da nossa mente. 
De fato, a mente é política. 
É da sua própria natureza planejar, montar esquemas, e tentar manipular situações e pessoas de maneira a conseguir o que quer. 
Nesta carta, a mente é representada pela serpente recoberta de nuvens, que “fala com uma língua bífida”. 
O que é importante perceber, porém, a propósito desta figura, é que ambas as caras são falsas. 
A face cândida, inocente, do tipo “confie em mim”, é uma máscara, e a face diabólica, venenosa, do tipo “vou tirar vantagem de você”, também não passa de uma máscara.
Políticos não têm faces verdadeiras. 
Seu jogo é na totalidade uma mentira. 
Dê uma boa examinada em si mesmo para verificar se você tem estado fazendo esse jogo. 
O que você vai encontrar poderá ser doloroso de ver, mas não tão doloroso quanto continuar agindo igual. 
No final, esse jogo não serve ao interesse de ninguém, e muito menos ao seu. 
O que quer que você consiga por esse caminho, irá transformar-se em pó nas suas mãos.




Lucia



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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Osho Zen Tarot - 63. Arcano Menor ― O Fardo (Seis de Nuvens)





A verdadeira vida de um homem é o caminho no qual ele se desfaz das mentiras que lhe foram impostas pelos outros. 
Desprovido das roupas, nu, ao natural, ele é aquilo que é. 
Trata-se aqui de ser, e não de vir a ser.
A mentira não pode transformar-se na verdade, a personalidade não pode transformar-se na sua alma.
Não existe maneira de transformar o não-essencial em essencial. 
O não-essencial permanece não-essencial, e o essencial permanece essencial ― eles não são conversíveis. 
Esforçar-se pela verdade só vai criar mais confusão. 
A verdade não precisa ser conquistada.  
Ela não pode ser conquistada, pois já está aí. 
Apenas a mentira é que precisa ser descartada.
Todos os anseios, propósitos, ideais e metas, todas as ideologias, religiões e sistemas de aperfeiçoamento, de melhoramento, são mentiras. 
Cuidado com tudo isso. 
Reconheça o fato de que do jeito como você é agora, você é uma mentira, resultado de manipulação, produzido pelos outros. 
A busca da verdade é de fato uma distração e um adiamento. 
É a fórmula encontrada pela mentira para disfarçar-se. 
Olhe a mentira de frente, examine a fundo a falsidade que é a sua personalidade. 
Pois encarar a mentira é parar de mentir. 
Deixar de mentir é desistir de buscar alguma verdade ― não há necessidade disso. 
No momento em que desaparece a mentira, ali está a verdade em toda a sua beleza e esplendor. 
Encarando-se a mentira ela desaparece, e o que fica é a verdade.
Osho This Very Body The Buddha, Cap. 6

Comentário:
Quando carregamos o fardo dos “você deve” e “você não deve”, impostos a nós pelos outros, ficamos como este personagem roto e sofrido, pelejando para abrir seu caminho morro acima. 
“Mais depressa! 
Mais força! 
Tente chegar ao alto!” ― grita o tolo tirano que essa figura triste leva às costas, enquanto o próprio tirano, por sua vez, tem às costas um galo dominador.
Se a vida nestes dias está lhe parecendo apenas uma luta ininterrupta desde o berço até o túmulo, pode ser a hora de arriar a carga dos seus ombros e experimentar caminhar sem ter de carregar às costas essas figuras. 
Você tem suas próprias montanhas a conquistar, seus próprios sonhos a realizar, mas
nunca haverá energia suficiente para ir atrás dessas metas enquanto você não se desfizer de todas as expectativas que lhe foram impostas pelos outros, e que agora você pensa que são suas. 
Há a possibilidade de que essas expectativas estejam apenas na sua mente, mas isso não significa que elas não possam jogá-lo ao chão. 
É hora de arriar a carga, e dizer a essas figuras que sigam o seu próprio caminho.


Lucia



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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Osho Zen Tarot - 62. Arcano Menor ― Comparação (Cinco de Nuvens)


A comparação gera inferioridade, superioridade.
Quando você não estabelece comparações, toda inferioridade e toda superioridade desaparecem. 
Nessa condição você simplesmente é, você simplesmente está aí. 
Um pequeno arbusto ou uma grande árvore alta ― isso não importa ― você é você mesmo. 
Você é necessário. 
Uma folha de grama é tão necessária quanto a maior das estrelas. 
Sem a folha de grama, Deus será menos do que ele é. 
O pipilar de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda ― o mundo será menos, será menos rico se esse pássaro desaparecer.
Basta olhar à sua volta. 
Tudo é necessário e se encaixa em um todo. 
Trata-se de uma unidade orgânica: ninguém está acima, ninguém está abaixo, ninguém é superior, ninguém é inferior. 
Cada qual é incomparavelmente único.
Osho The Sun Rises in the Evening, Cap. 4

Comentário:
Quem foi que lhe disse que o bambu é mais bonito do que o carvalho, ou que o carvalho é mais valioso do que o bambu? 
Você imagina que o carvalho gostaria de ter um tronco oco como o do bambu? 
Será que o bambu sente inveja do carvalho porque ele é maior e suas folhas mudam de coloração no outono? 
A própria ideia das duas árvores fazendo comparações entre si parece ridícula, mas os humanos consideram muito difícil romper com esse hábito.
Vamos encarar os fatos: sempre existirá alguém que é mais bonito, mais talentoso, mais forte, mais inteligente, ou aparentemente mais feliz do que você. 
E, inversamente, sempre haverá aqueles que são inferiores a você em todos esses aspectos.
O caminho para descobrir quem você é, não é a comparação com os outros, mas um exame para ver se você está realizando o seu próprio potencial, da melhor maneira de que é capaz.



Lucia



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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Osho Zen Tarot - 61. Arcano Menor ― Adiamento (Quatro de Nuvens)


Adiar é simplesmente estupidez. 
Amanhã também será necessário decidir; então, por que não resolver hoje mesmo? 
Você acha que amanhã estará mais sábio do que hoje? 
Você acha que amanhã vai estar com um vigor maior do que o de hoje? 
Você acha que amanhã estará mais jovem, renovado em relação à hoje?
Amanhã você vai estar mais velho, a sua coragem será menor; amanhã você vai estar mais experiente, e a sua capacidade de dissimulação será maior; amanhã a morte chegará mais próximo ― você começará a titubear e a sentir mais medo. 
Nunca deixe para amanhã. 
Quem sabe? 
O amanhã pode chegar ou pode não chegar. 
Se é preciso decidir, decida agora mesmo.
O dentista Dr. Vogel tinha concluído o exame de uma bela e jovem cliente.
“Srta. Baseman”, ele disse, “acho que terei de arrancar os seus dentes do siso!”, “Minha nossa!”, exclamou a mocinha, “seria preferível parir um bebê!”, “Bem”, disse o Dr. Vogel, “quer decidir logo para que eu possa acertar a posição da cadeira?”
Decida! 
Não continue adiando indefinidamente.
Osho Dang Dang Doko Dang, Cap. 8

Comentário:
A mulher desta carta está vivendo em uma paisagem cinzenta, povoada de nuvens irreais, nitidamente recortadas contra o céu. 
Através da moldura de janela ela pode ver cores, luz e vida; e, embora quisesse escapar por ali ― o que se percebe pelas cores do arco-íris em sua roupa ― ela não é capaz de
fazer isso. 
Há ainda em sua mente muita elucubração do tipo “mas, e se...?”.
Dizem que o amanhã nunca chega, e não importa a frequência com que isso é repetido, parece que a maioria de nós tende a esquecer a verdade contida nessa frase. 
De fato, a única consequência certa de adiar as coisas é o tédio e a depressão nos dias de hoje, um sentimento de incompletude e de limitação.
O alívio e o desenvolvimento que você sentirá quando puser de lado todos os pensamentos de indecisão que o estão impedindo de agir agora, farão com que você se pergunte por que esperou tanto tempo.




Lucia



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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Osho Zen Tarot - 60. Arcano Menor ― Isolamento Glacial (Três de Nuvens)


Somos infelizes porque ficamos excessivamente encerrados em nós mesmos. 
O que quero dizer quando falo que nós ficamos excessivamente encerrados em nós mesmos? 
E o que acontece exatamente, quando ficamos excessivamente encerrados em nós mesmos? 
Ou você vive a vida, ou fica encerrado em si mesmo ― as duas coisas ao mesmo tempo, são impossíveis. 
Estar em si mesmo significa estar à parte, estar separado. 
Estar em si mesmo significa tornar-se uma ilha. 
Estar em si mesmo significa traçar uma linha divisória à sua volta.
Significa estabelecer uma distinção entre “isto eu sou” e “isto eu não sou”. 
Essa definição, essa fronteira entre “eu” e “eu não” circunscreve o território do “si mesmo” (self) ― o si mesmo isola. 
E ele o torna congelado: você deixa de fluir. 
Quando alguém está fluindo, o si mesmo não pode existir.
Com esse jeito de ser, as pessoas quase se transformaram em cubos de gelo.
Já não têm calor nenhum, não sentem nenhum amor ― têm medo do amor, porque amor é calor. 
Se o calor se aproximar, elas começarão a derreter, e as fronteiras irão desaparecer. 
As fronteiras desaparecem no amor; na alegria também, porque a alegria não é fria.
Osho Zen: The Path of Paradox, Volume 1, Cap. 5

Comentário:Em nossa sociedade, principalmente os homens têm sido ensinados a não chorar, a armar uma fachada de valentia quando são atingidos, e a não demonstrar que estão sofrendo. 
Mas as mulheres também podem cair nessa armadilha, e todos nós poderemos sentir vez por outra, que a única maneira de sobreviver é reprimir nossos sentimentos e emoções, de forma a que não nos possam ferir outra vez. 
Se a dor for especialmente profunda, poderemos até mesmo tentar escondê-la de nós mesmos. 
Isso poderá nos tornar gélidos, rígidos, porque lá no fundo sabemos que uma pequena fenda no gelo libertará a dor para que comece a circular outra vez dentro de nós.
As lágrimas com as cores do arco-íris no rosto desta figura encerram o segredo de como se libertar desse “isolamento glacial”. 
As lágrimas, e apenas elas, têm o poder de derreter o gelo. 
Chorar é bom, e não há motivos para envergonhar-se de suas lágrimas. 
O choro nos ajuda a fazer passar a dor, permite-nos ter consideração por nós mesmos e, afinal, ajuda-nos na cura de nós mesmos.




Lucia



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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Osho Zen Tarot - 59. Arcano Menor ― Esquizofrenia (Dois de Nuvens)


O homem é dividido. A esquizofrenia é uma condição normal do homem ― ao menos no momento atual. 
Pode não ter sido assim no mundo primitivo, porém séculos de condicionamento, civilização, cultura e religião transformaram o homem numa multidão ― dividida, separada, contraditória... 
Contudo, pelo fato de essa divisão ser contrária à sua natureza, lá no fundo, escondida em alguma parte, à unidade ainda sobrevive.
Porque a alma do homem é unitária, todos os condicionamentos, no máximo, só destroem a periferia do homem. 
O centro permanece intocado ― por isso é que o homem continua a viver. 
Mas sua vida tornou-se um inferno.
Todo o trabalho do Zen é voltado para o como desfazer-se dessa esquizofrenia, como desvencilhar-se dessa personalidade cindida, como descartar a mente dividida do homem, como tornar-se não-dividido, integrado, centrado, cristalizado.
Do jeito como você está, não se pode dizer que você é. Você não tem um ser ― é uma praça de mercado: muitas vozes. 
Quando você quer dizer “sim”, imediatamente o “não” se apresenta. 
Sequer você consegue articular um simples “sim” com inteireza...  
Dessa maneira a felicidade não é possível; a infelicidade é uma consequência natural de uma personalidade dividida.
Osho Dang Dang Doko Dang, Cap. 3

Comentário:
O personagem desta carta traz um novo significado à velha ideia de “estar entre a cruz e a espada”! Mas é precisamente nesse tipo de situação que ficamos quando nos deixamos aprisionar pelo aspecto hesitante e dualista da mente. 
“Devo deixar que meus braços se soltem e cair de cabeça para baixo, ou deixar que as minhas pernas se soltem, e cair de pé?  
Devo vir para cá ou ir para lá?  
Devo dizer sim ou não?” 
E seja qual for a decisão que tomemos, sempre estaremos nos questionando se não deveríamos ter decidido do modo contrário.
A única maneira de sair desse dilema é, infelizmente, soltar os dois extremos ao mesmo tempo. 
Desse impasse você não vai conseguir sair valendo-se de fórmulas, pesando os prós e os contras, ou tentando resolvê-lo de alguma outra forma com a sua mente. 
Melhor seguir o seu coração, se lhe for possível ter acesso a ele. 
Se não tiver, simplesmente salte ― o seu coração começará a bater tão depressa que não haverá engano a respeito de onde ele está!



Lucia



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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Osho Zen Tarot - 58. Arcano Menor ― Indo Com a Correnteza (Ás de Água)



Quando eu digo “transforme-se em água”, quero dizer “transforme-se num fluxo” ― não fique estagnado.
Mova-se, e mova-se como a água.
Lao Tzu diz: A maneira de ser do Tao é igual à de um curso d’água. 
Movimenta-se como a água. 
E como é o movimento da água? 
Ou um rio? 
Esse movimento tem algumas coisas belas em si. 
Uma delas é que a água se desloca sempre em direção à profundeza, sempre procura o terreno mais baixo. 
A água não tem ambição, nunca briga por ser a primeira: ela quer ser a última.
Lembre-se de que Jesus disse: “Os últimos serão os primeiros no meu reino de Deus”. 
Ele estava falando sobre essa maneira de ser do rio, do Tao ― sem mencioná-la, mas falando a respeito dela. 
Quanto a você, seja o último, seja sem ambição. 
Ambição significa subir morro acima. 
A água vai para baixo, procura o terreno mais baixo, quer ser uma não-entidade. 
Não quer proclamar-se especial, excepcional, extraordinária. 
A água não tem qualquer noção de ego.
Osho Take it Easy, Volume 1, Cap. 14

Comentário:
A figura desta carta está completamente relaxada e à vontade na água, deixando a correnteza levá-la aonde queira. 
É alguém que dominou a arte de ser passivo e receptivo, sem sentir-se enfadado ou sonolento. 
Apenas está disponível ao rio da vida, sem ter nunca um pensamento do tipo “Eu não gosto
disto aqui”, ou “Eu prefiro ir em outra direção”.
A cada momento na vida temos a opção de entrar na correnteza e boiar, ou de tentar nadar rio acima. 
Quando esta carta aparece em uma leitura, é uma indicação de que agora você está preparado para flutuar, confiante em que a vida o apoiará no seu relaxamento, e irá levá-lo exatamente aonde ela quer que você vá. 
Deixe que esse sentimento de confiança e relaxamento cresça cada vez mais; tudo está acontecendo exatamente como deveria.


Lucia



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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Osho Zen Tarot - 57. Arcano Menor ― Harmonia (Dez de Água)


Ouça o seu coração, e aja de acordo com ele, qualquer que seja o risco:
Uma condição de simplicidade absoluta, custando nada menos do que tudo...
Ser simples é difícil, porque custa tudo o que você tem.
É preciso perder tudo para ser simples. 

Por isso é que as pessoas optaram por ser complicadas e se esqueceram de como ser simples.
Apenas um coração simples, porém, pulsa de mãos dadas com Deus. 

Só um coração simples canta com Deus, em profunda harmonia. 
Para chegar a tal ponto você terá que encontrar o seu próprio coração, o seu próprio pulsar, o seu próprio ritmo.
Osho Dang Dang Doko Dang, Cap. 3

Comentário:
A experiência de relaxar no coração, durante a meditação, não é algo que possa ser apossado, ou forçado. 

Ela vem naturalmente, à medida que vamos ficando mais sintonizados com o ritmo do nosso próprio silêncio interior.
A figura desta carta espelha a doçura e delicadeza dessa experiência. 

Os golfinhos que afloram do coração e perfazem um arco em direção ao terceiro olho, refletem o espírito brincalhão e a inteligência que se manifestam quando somos capazes de estabelecer conexão com o coração, e de nos mover no mundo a partir daí.
Permita-se ser mais gentil e mais receptivo neste momento, porque uma alegria indescritível espera por você logo ali, virando a esquina. 

Ninguém mais pode indicar-lhe onde ela está, e quando você a encontrar não terá palavras
para descrevê-la para os outros. 

Mas ela está ali, profundamente dentro do seu coração, madura e pronta para ser descoberta.



Lucia



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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Osho Zen Tarot - 56. Arcano Menor ― Preguiça (Nove de Água)


Quando você está preguiçoso, o sabor é negativo: você simplesmente sente que não tem energia, sente-se entediado; sente-se sonolento; você simplesmente se sente morto.
Quando você está num estado de não-fazer, então, você está cheio de energia ― é um sabor muito positivo. 
Você tem energia total, transbordante. 
Você se sente radiante, borbulhante, vibrante. 
Não há sonolência, você está perfeitamente consciente. 
Você não está morto ― você está tremendamente vivo...
Há certa possibilidade de que a mente o iluda: ela pode racionalizar a preguiça como sendo não-fazer. 
Ela é capaz de dizer “Eu me tornei um mestre Zen”, ou “Eu acredito no Tao”, mas você não estará enganando ninguém. 
Apenas a você mesmo. 
Esteja alerta, portanto.
Osho A Sudden Clash of Thunder, Cap. 8

Comentário:
O cavalheiro desta figura claramente acha que já conquistou tudo. 
Senta-se na sua grande poltrona estofada e macia, à sombra do seu guarda-sol, com seus óculos escuros e seus chinelos cor-de-rosa, segurando um coquetel refrescante. 
Não sente disposição para se levantar e fazer algo, porque acha que já fez tudo. 
Ainda não se voltou para ver o espelho que está se partindo à sua direita, um sinal seguro de que essa posição que ele acha que finalmente galgou, está prestes a desmoronar e dissolver-se diante dos seus próprios olhos.
A mensagem desta carta é de que esse recanto à beira da piscina não é o seu destino final. A jornada não terminou ainda, como demonstra o pássaro branco voando na vastidão do céu. 
Sua atitude autocomplacente certamente decorre de um sentimento verdadeiro de realização, mas agora já é hora de seguir em frente. 
Não importa quão confortáveis sejam os chinelos, quão saboroso o seu coquetel: há ainda céus acima de céus esperando por serem explorados.


Lucia



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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Osho Zen Tarot - 55. Arcano Menor ― Deixando Ir (Oito de Água)


Na existência não há ninguém que seja superior e ninguém que seja inferior. 
Uma folha de grama e a grande estrela são absolutamente iguais...
O homem, porém, quer estar acima dos outros, quer conquistar a natureza, e por isso precisa lutar continuamente. 
Toda complexidade é fruto dessa luta.
A pessoa inocente é aquela que renunciou à luta, que não está mais interessada em estar acima, que não está mais interessada em mostrar desempenho, em provar que é alguém especial; é aquela que se tornou semelhante a uma rosa, ou a uma gota de orvalho sobre a folha de lótus; que se tornou parte desta infinidade; aquela que se fundiu, se misturou e se tornou uma coisa só com o oceano, e agora é simplesmente uma onda; é aquela que não tem qualquer ideia do “eu”. 
O desaparecimento do “eu” é a inocência. 
Osho The White Lotus, Cap. 6

Comentário:
Nesta imagem de folhas de lótus ao amanhecer podemos ver, pela ondulação da água, que uma gota acabou de cair. 
É um momento precioso, pungente. 
Ao render-se à força da gravidade escorregando da folha, a gota perde a sua identidade anterior e junta-se à vastidão da água que está embaixo. 
Podemos imaginar que ela deva ter vacilado antes de cair, na exata fronteira entre o conhecido e o incognoscível.
Tirar esta carta em uma leitura é o reconhecimento de que alguma coisa acabou, de que algo está se completando. 
Seja o que for ― um emprego, um relacionamento, um lar que você amou, qualquer coisa que possa tê-lo ajudado a definir quem você é ― é hora de deixar isso para trás, permitindo qualquer tristeza que surja, mas sem tentar se agarrar ao que se completou.
Alguma coisa maior está esperando por você: há novas dimensões a serem descobertas. Você ultrapassou o ponto a partir do qual não há volta, e a gravidade está cumprindo a sua função. Não resista: isso significa libertação.




Lucia



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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Osho Zen Tarot - 54. Arcano Menor ― Projeções (Sete de Água)


Numa sala de cinema, você olha para a tela, nunca para o fundo da sala ― o projetor está no fundo. 
O filme de fato não está na tela: é apenas uma projeção de sombra e luz. 
O filme existe apenas lá atrás, mas você nunca olha naquela direção. 
E o projetor está lá.
Sua mente está por trás da coisa toda: a mente é o projetor. 
Mas você fica sempre olhando para o outro, porque o outro é a tela.
Quando você está apaixonado, a pessoa parece linda, incomparável. 
Quando você sente ódio, a mesma pessoa parece a mais feia de todas, e você nunca se
questiona como pode a mesma pessoa ser a mais feia e a mais bonita...
A única maneira, portanto, de se chegar à verdade, é aprender como enxergar diretamente, como deixar de lado a intermediação da mente. 
Essa interferência é o problema, porque a mente só é capaz de criar sonhos... 
Com a ajuda do seu entusiasmo, o sonho começa a parecer realidade. 
Quando o entusiasmo é demasiado, então você está intoxicado, não está na posse dos
seus sentidos. 
Nessa condição, o que quer que você enxergue será apenas uma projeção sua. 
E existem tantos mundos quanto mentes, porque cada mente vive no seu próprio mundo.
Osho Hsin Hsin Ming: The Book of Nothing, Cap. 7

Comentário:
O Homem e a mulher desta carta estão se olhando; contudo, não são capazes de se enxergar com nitidez. 
Cada qual está projetando uma imagem que construiu em sua mente, de maneira a encobrir o rosto verdadeiro da pessoa para quem está olhando.
Todos nós podemos cair na armadilha de projetar “filmes” de nossa própria autoria, sobre as situações e as pessoas à nossa volta. 
Isso acontece quando não estamos plenamente conscientes de nossas expectativas, desejos e julgamentos; em vez de assumir a responsabilidade por tais expectativas, desejos e julgamentos, e de reconhecê-los como nossos, tentamos atribuí-los aos outros.
Uma projeção pode ser diabólica ou divina, perturbadora ou confortadora, mas continua sendo uma projeção ― uma nuvem que nos impede de ver a realidade como ela é. 
O único modo de escapar disso é entender como funciona o jogo. 
Quando você der com um julgamento se formando a respeito de outra pessoa, vire-o do avesso: aquilo que você está vendo no outro, na verdade, não pertence a você? 
A sua visão está límpida, ou obstruída pelo que você quer ver?




Lucia



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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Osho Zen Tarot - 53. Arcano Menor ― O Sonho (Seis de Água)


Uma coisa tem sido dita repetidas vezes no decorrer dos tempos. 
Todas as pessoas religiosas têm afirmado que: “Sozinhos nós chegamos a este mundo, e sozinhos partiremos”. 
Toda ideia que envolve estar junto é ilusória. 
A própria ideia de companheirismo aparece porque estamos sós, e o isolamento fere. Queremos neutralizar nosso isolamento com relacionamentos...
Por isso é que nos deixamos envolver tanto com o amor. 
Tente entender a questão. 
Normalmente você pensa que se apaixonou por uma mulher, ou por um homem, porque ela é bela, ou ele é belo. 
Essa não é a verdade. 
A verdade é exatamente o contrário: Você “caiu no amor” porque não consegue ficar sozinho. 
Você estava mesmo pronto para “cair”. 
De uma maneira ou de outra você iria fugir de si mesmo.
E existem pessoas que não se apaixonam por mulheres ou homens ― então se apaixonam pelo dinheiro. 
Elas passam a acumular dinheiro, ou embarcam na aventura do poder ― elas se tornam políticos. 
Isso também é fugir do próprio isolamento. 
Se você observar o Homem, se observar com profundidade a si mesmo, ficará surpreso: todas as suas atividades podem ser reduzidas a uma única origem. 
Essa origem é o medo que você tem de estar só. 
Tudo o mais são apenas desculpas. 
O motivo verdadeiro é que você se sente muito só.
Osho Take it Easy, Volume 2, Cap. 1

Comentário:
Em alguma tardezinha encantada, você irá encontrar a sua alma gêmea, a pessoa perfeita que corresponderá a todas as suas necessidades, e será a concretização de todos os seus sonhos. 
Certo? Errado! 
Essa fantasia que os cantores e os poetas gostam tanto de perpetuar tem suas raízes em memórias do útero, onde estávamos tão seguros e “unificados” com nossas mães; não é
de admirar que sejamos obcecados por retornar a essa condição durante toda a nossa vida.
Mas, falando numa linguagem crua, é um sonho infantil. 
E é surpreendente que nos apeguemos a ele com tanta teimosia, diante da realidade.
Ninguém seja o seu atual companheiro ou alguém com quem você sonha no futuro, tem a obrigação de trazer-lhe à felicidade numa bandeja ― nem poderia, ainda que quisesse. 
O amor verdadeiro não advém de tentativas de satisfazer nossas necessidades por meio da dependência com relação à outra pessoa, mas por meio do desenvolvimento da nossa riqueza interior, e do nosso amadurecimento. 
Com isso, passamos a ter tanto amor para dar, que amantes serão espontaneamente atraídos por nós.




Lucia



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